Com o aumento da erotização da sociedade nas
últimas década, os problemas relacionados à esfera sexual também se tornaram
mais perceptíveis. Assim sendo, atualmente dispomos de muito mais informações
sobre o tema do que tínhamos há alguns anos atrás.
Início do século XX, os transtornos sexuais
eram, simplesmente, ignorados.Até a década de 40, a Disfunção Erétil era
considerada como uma evolução natural para o homem ao envelhecer. Na década de
50, a quase totalidade dos casos era considerada como tendo sua origem
emocional.
No final do milênio passado, o lançamento do
famoso comprimido azul provocou enorme repercussão em toda a mídia e os homens
passaram a ficar um pouco mais à vontade para discutir o assunto
conseqüentemente, procurar tratamento, pois anteriormente apenas 10% dos
homens com difunção erétil buscavam ajuda. Mesmo assim o paciente ainda leva,
em média, cerca de 2 anos com o problema antes de chegar ao tratamento.
Assim sendo, ficamos sabendo que a disfunção
erétil é um quadro clínico bem mais freqüente do que pensávamos. Ela pode
atingir, em diversos níveis de intensidade, mais de 50 % da população
masculina entre 40 e 70 anos, o que nos remete a centenas de milhões de homens
em todo o mundo.
Nos próximos anos, é de se esperar um crescimento ainda maior do número de
casos devido ao crescente aumento da população idosa.
Os dados
disponíveis indicam que o impacto econômico da disfunção erétil aumentou também
significativamente nos últimos cinco anos, movimentando bilhões de dólares em
todo o mundo. Além dos medicamentos orais,
não podemos esquecer o dinheiro movimentado com o custo das medicações
injetáveis, psicoterapia e cirurgias para implante de próteses penianas.
A
expressiva incidência da disfunção erétil e magnitude dos transtornos que
acarreta na qualidade de vida do indivíduo certamente a qualificam como uma
questão de saúde pública, merecedora de maior atenção, não só nos consultórios
médicos como fundamentalmente na Rede Pública Assistencial