O Homem e o
Pênis
Pênis e a
ereção estão ligados a contextos socioculturais antigos e profundamente
enraizados no meio em que vivemos.
Em nossa
sociedade, o homem é moldado como “o macho”, e mais ainda, é criado como “um
pênis”.
Apesar de uma
aparente intimidade com seu pênis, chegando mesmo a batizá-lo com nomes
próprios e apelidos, a maioria desconhece o mais básico sobre o seu
“funcionamento”.
O pênis nunca
é visto como um órgão a mais do organismo, jamais como um fígado ou um rim. O
pênis é uma “máquina”, “uma obra de arte”, “uma decepção”,
“uma arma”, “um cetro”, símbolo de força e poder.
Confrontados
diante da mulher atual, forte, objetiva e determinada, os homens acuados,
ainda insistem em procurar no pênis, sua fonte de força. É muita
responsabilidade para tão pequena porção de carne. Aqui nos deparamos com
outro ponto fundamental: o terno pequeno.
O Tamanho do pênis
Muitos homens
consideram ou já consideraram, em alguma época de sua vida, o seu pênis
pequeno. É oportuno, discutir essa angustiante impressão, pois o tamanho do
pênis e uma fonte interminável de preocupação para o universo masculino. Tal
preocupação deve-se ao fato de que o tamanho do pênis, sempre foi associado,
desde as eras mais remotas, à fertilidade, força e poder....



Os homens têm
uma tendência a acreditar que as mulheres dão extremo valor ao tamanho do
pênis. No entanto, em sua grande maioria, as mulheres costumam estar bem mais
interessadas em outras qualidades, tais como o caráter, o cuidado com a
aparência, fato de ser atencioso, agradável, carinhoso, companheiro, etc.
Está
comprovado que o tamanho do pênis nada tem a ver com virilidade, potência ou
com a capacidade de satisfazer sexualmente uma mulher.
A
constituição elástica da vagina, mobilizada pêlos estímulos sexuais, permite
que a mesma se adapte aos mais diferentes tamanhos de pênis. Além disso, as
áreas erógenas da entrada da vagina e a do clitóris, alcançadas por um pênis
de qualquer tamanho, são as mais sensíveis. A parte mais profunda da vagina,
que seria alcançada por um pênis maior, é praticamente desprovida de
sensibilidade erógena.
O receio de
que seu pênis seja considerado pequeno em uma primeira relação sexual, com uma
nova parceira, atemoriza alguns homens. Tal preocupação pode vir a ser causa
de falta de ereção.
É importante
divulgar que a esmagadora maioria dos homens que procuram um urologista com
queixas de ter o pênis pequeno possuem medidas consideradas absolutamente
dentro dos parâmetros normais para um adulto.
O tamanho do
pênis é extremamente variável de homem para homem e isso nada tem a ver com a
constituição física do indivíduo.
A obesidade,
contudo, faz com que o aumento do tecido adiposo (gordura), na região pubiana,
esconda uma certa porção do pênis, dando a impressão de que o mesmo é menor.
De acordo com
séries descritas por diversos autores, o tamanho médio do pênis em adultos
varia de seis a doze centímetros quando flácido e de treze a dezoito
centímetros de comprimento, quando em ereção. Tais parâmetros, contudo, sofrem
variações entre os diversos grupos estudados.
O pênis, para
ser considerado patologicamente reduzido, deve ter medidas inferiores a quatro
centímetros em estado flácido e a sete centímetros em ereção.
O fato de
considerar o seu pênis pequeno inibe e conseqüentemente, prejudica a prática
sexual sadia de um número enorme de homens.
O trauma
emocional, desencadeado pela auto-imagem negativa do pênis pequeno tem origens
profundas. Tal situação é provocada por conceitos e informações erradas
recebidas, pelo menino, desde a mais tenra idade.
O crescimento
pênis é bastante lento até a puberdade, quando ocorre um maior
desenvolvimento, até a idade adulta. O excesso de preocupação dos pais,
examinando repetidamente o filho, pode gerar uma certa ansiedade, pois o
crescimento do pênis, certamente não ocorrerá com a velocidade esperada. Se um
menino comparar o seu pênis com o de outro que se encontre em uma fase mais
adiantada de desenvolvimento, independente de terem ambos a mesma altura,
certamente, também, ficará decepcionado.
Revistas
especializadas e filmes eróticos também contribuem para que temores infundados
ganhem força na mente masculina. Nestes casos, os atores são, geralmente
selecionados em função de certas características dos órgãos genitais. Além
disso, o ângulo das fotos e as tomadas da câmera realçam o tamanho do pênis.
Considerando esse tipo de “marketing negativo”, as antigas civilizações eram
bem mais favoráveis ao homem. Ao comparar-se com as belíssimas estátuas gregas
e romanas, provavelmente, todos ficavam satisfeitos(vide estátua de
Orestes e Eletra no topo da página).
A cirurgia
para aumento do pênis, em nosso país, ainda é considerada um procedimento
experimental, de acordo com a resolução 1478/97 do Conselho Federal de
Medicina. Assim sendo, só pode ser realizada de acordo com as normas da
resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta a pesquisa
envolvendo seres humanos.
Além do mais,
se um homem que considerasse seu pênis pequeno, apesar de tê-lo normal,
pudesse ser submetido ã cirurgia para aumentá-lo, em médio prazo, com certeza,
ficaria decepcionado com resultado.
Ao
contrário das cirurgias plásticas estéticas, as
técnicas
cirúrgicas
para aumento do pênis (em homens normais) não demonstraram até hoje
qualquer eficácia. Ao contrário, o que temos observado, são graves
complicações resultantes destes procedimentos.
Demais
proposta de alongamento peniano tais como: aparelhos extensores, fisioterapia,
medicamentos, etc., ainda recebem críticas dos especialistas e não oferecem
resultados satisfatórios.
Vários
especialistas concordam que o problema do "pênis pequeno" tem que ser tratado
do ponto de vista psíquico e não em uma sala de cirúrgia.